Como – pseudo – escritora melodramática que sou, seria um pecado nacional não escrever uma carta de despedida.

Não sou Machado de Assis, não sou Jorge Amado, não sou José de Alencar e muito menos Clarice Lispector, mas me arrisco a tentar algumas palavras jogadas na tela em branco do Word. Quem sabe algum dia isso resulte em um livro na prateleira de “mais vendidos” da livraria, né?!

Mas enquanto isso não acontece, deixo um arquivo perdido no seu e-mail, que você nunca lê mesmo.

Talvez não faça sentido algum pra você. Nunca faz, mesmo. Talvez você pense ser besteira. E é mesmo. Talvez você nem chegue a se importar, mas eu aprendi a dar valor aos sentimentos. A partir do momento em que eu mesma senti na pele o que isso significa. E significa que não quero passar o resto da minha vida me privando de sentir, por piores que os sentimentos sejam. Além disso, é meu trabalho escrever irrelevâncias quando se trata de você.

Cartas são a forma que encontrei de me despedir. Despedidas geram um tempo de enrolação a mais que nos faz pensar se é isso mesmo que queremos fazer. E no final, sabemos que eu acabaria cedendo, como sempre cedi.

É de suma importância que você tenha o conhecimento de que estou escrevendo isto aqui ouvindo Give me Love. Acho que nem que mil anos se passem, essa música nunca vai perder o significado que possui hoje.

Acho que me apaixonei por você desde o momento em que me disse o seu nome. E, pela primeira vez, me apaixonei com cada centímetro do meu corpo. Não me orgulho de usar isso como exemplo, mas é como uma música que ouvi certa vez. Se o tempo nos afastar do amor, é porque esse amor é fraco. E amores fracos não merecem o meu tempo.

Ficar tanto insistindo em uma história já terminada é perder parte da minha vida. É difícil se desacostumar de algo, quando por tanto tempo, era aquele o privilégio da sua vida. Mas preciso me lembrar de que eu era alguém antes de você, e serei uma pessoa ainda melhor agora que estou sem.

Você é só um garoto. E, às vezes, mesmo que amemos alguém com todas as nossas forças, o amor não é o suficiente.

Se eu pudesse escolher entre você ficar e darmos certo e eu ir embora... Bom, estou escrevendo esta carta, não estou?!

E como eu detesto despedidas, não vou dar uma conclusão a esta carta...


Mas que fique registrado que  não estou desistindo de você, estou te libertando.


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